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“O incêndio sagrado e no pode ser usado de forma errada”, diz educadora patax – Pátrio


Desde 2013, Maria Aparecida Oliveira se dedica a palestras em espa
Desde 2013, Maria Aparecida Oliveira se dedica a palestras em espaos de educao para todo tipo de pblico e faixas etrias (foto: Edsio Ferreira/EM/D.A Press)
Lgrimas no apagam incndios, mas podem muito muito clarear ideias, irrigar conscincias e penetrar espao at entre pedras brutas para buscar a preservao ambiental. pensando logo que Maria Aparecida Costa de Oliveira no tem poupado o pranto para lutar contra uma ameaa, o queima, que j a surpreendeu vrias vezes no stio onde vive, no Bairro Bonanza, localizado a 5 quilmetros do Meio Histrico de Santa Luzia, na Regio Metropolitana de Belo Horizonte. Reclusa devido pandemia do novo coronavirus, ela usa as redes sociais para pedir que as pessoas parem de maltratar a natureza, deixem os bichos em silêncio e sepultem de vez a prtica de queimar o mato. “O incêndio sagrado, no pode ser usado de forma errada”, acredita.
Muito na ingressão do stio, numa rua “coincidentemente” chamada Amazonas, o invitação para entrar est na lngua patxoh, falada pelo povo patax ao qual Maria pertence. “Acho que tenho 54 anos. No sei recta, pois fui registrada com ‘nome de branco’ aos 10. Meu nome indgena Txah Xoh, que significa Flor Guerreira. Ento, pode me invocar de Maria Guerreira”, diz a mulher de voz firme e suave, dando as boas vindas – Taput Tomet – “minha lar” ou Kijeme. No espao domstico, tudo aproveitado e reaproveitado, do pequenino galho que despenca da rvore s folhas transformadas em condimento. No toa que ela mesma fez o palco da sua leito com madeira do quintal. “Pode levantar o colcho para voc ver”, indica ao reprter.
Com a mscara protetora feita mo contra o novo coronavrus e com penas no cabelo, um hábito do qual nunca se separou, Maria faz questo de mostrar cada palmo do seu cho, onde viveu com o marido Saulo Filardi, falecido em 2012, e criou dois filhos, Saulo e Edson Augusto. “Chegamos h quase 40 anos, paladar muito daqui e da cidade. Conheo o angico, o cedro, o jequitib-rosa, o ip-amarelo. Tudo faz secção da nossa histria. Vejo o sol, a lua, as estrelas, as borboletas, os passarinhos. Quer riqueza maior?”, conta ao percorrer o terreno. No passeio pelo quintal, no entanto, sobressaem vrios troncos queimados, marcas que ficaram e preocupam. “H seis anos, o incêndio alastrou e chegou cá no quintal. Foi um horror.”
Nos ltimos dias, a dor de ver as labaredas dominando a terreno voltou redobrada. “Fiquei com vontade de ir embora, procurar outro lugar. Mas a penso que tenho tanto paixão pelo bairro, pelas rvores que vi crescendo em muitas avenidas, pela cidade que se transformou em quase 40 anos e acho melhor permanecer. E lutar com as armas que tenho, as palavras, e da forma que possa ser ouvida, as redes sociais”, explica. Entre os planos de agora, est uma representao no Ministrio Pblico para denunciar as queimadas, que podem comear no lixo do quintal e se propagar bairro adentro, “ainda mais neste ms que venta mais”.

Traos

Enquanto conversa e vai contando sua histria, Maria solta os cabelos muito pretos e coloca sobre eles um cocar de penas de papagaio e arara. Depois, pinta o rosto de vermelho, realando os olhos com urucum e trazendo flor da pele os traos de identidade de seu povo. Depois, tomada pela emoo, ela segue em silncio at uma frondosa sete cascas e abraa ternamente o tronco queimado. As mos ficam marcadas pelo carvo, e Maria leva os dedos ao rosto misturando as cores. “ sinal de luto”, resume, antes de fazer um carinho no cedro, tambm com a casca queimada.
Oriundo de Medeiros Neto, no Sul da Bahia, Maria nasceu “no mato”, conforme diz, e depois foi com os pais percorrer fazendas para o trabalho nas lavouras. Pelas voltas que o mundo d, veio para Belo Horizonte, casou-se e foi morar no stio em Santa Luzia. “Um dia, meu marido falou que eu no precisava estudar, pois ele sabia o suficiente pra ns dois”, conta a indgena patax que, fazendo valer o significado do seu nome, Maria Guerreira, deu a resposta passando no vestibular da Universidade Federalista de Minas Gerais (UFMG) e cursou cincias sociais, dedicando-se, a partir da graduao em 2013, a dar palestras em espaos de educao para todo tipo de pblico e faixas etrias. Com um sorriso modesto, lembra que depois o marido se redimiu e deu fora aos estudos.
Na tarde de ontem, com o belo pr- do-sol colorindo o perímetro da paisagem num tom rosa possante, era possvel sentir o cheiro de queimado no ar. E, assim, um post da indgena patax, serviu de legenda perfeita para o cenrio. “Quem nutriz a vida e quer deixar uma herana para seus filhos e netos cuida da natureza e no faz queimada. Quem faz queimada no passa de um desgraado egosta, desalmado, ignorante, que no compreende que a queimada deixa a terreno estril, destri a vegetao, prejudicial a toda a espcie de vida, inclusive para a nossa. As partculas de fumaa emitidas prejudicam a vida”.

Depois de apresentar o quintal, Maria mostra que sua cultura est sempre viva no corpo e no corao. Ainda com o cocar do povo patax, ressalta que fala sempre pelo celular ou pela internet com os amigos pataxs de Carmsia, no Vale do Rio Guloseima, e de Barra Velha (BA). “Fico feliz ao saber que a produo agrcola est indo muito, que h troca de produtos entre indgenas e pescadores baianos e sobre a presena de muitos professores indgenas nas aldeias”. A visitante ao stio de Txah Xoh, a Flor Guerreira, boa oportunidade para saber mais sobre os indgenas de Minas.

Campanhas

Segundo a Secretaria Municipal de Meio Envolvente, Lavra e Provimento, a Prefeitura de Santa Luzia realiza, de forma rotineiras, campanhas educativas para conscientizar a populao, em peculiar durante o perodo de seca. Algumas dessas aes so feitas em parceria com a Resguardo Social Municipal e o Instituto Estadual de Florestas (IEF). Em nota, a assessoria da prefeitura informa que, quando identificada uma queimada de pequeno porte, porquê por exemplo, uma queima de lixo, o responsável notificado e autuado, de entendimento com o Cdigo de Posturas do municpio.



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