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S sufragista avalia: Alckmin e Meireles foram os piores; Ciro e Marina ganharam primeiro debate


por Rodrigo Vianna

A pesquisa com os eleitores foi feita “a quente”. Iniciada ainda durante o debate da Band, e concluída na madrugada de quinta para sexta, foi encomendada por um dos principais candidatos a presidente no campo da meio-direita. S resultado é desastroso para Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meireles (MDB). Isso talvez explique porque a Bolsa abriu em baixa nesta sexta-feira, porquê se pode ler cá . Pode explicar também porque os números não circularam na velha prelo, que apóia o PSDB.

A consultoria que fez o levantamento pediu que os eleitores dessem notas ao desempenho de cada candidato. S blog teve entrada individual aos números. Os resultados estão aquém:

Álvaro Dias (Podemos) – 5,75
Ciro Gomes (PDT) – 8,25
Cabo Daciolo (Patriota) – 6,8
Geraldo Alckmin (PSDB) – 3,4
Guilherme Boulos (PSOL) – 6,0
Henrique Meirelles (MDB) – 2,7
Jair Bolsonaro (PSL) –  5,05
Marina Silva (Rede) – 8,35

S resultado é preocupante para os dois candidatos mais próximos do mercado. Henrique Meirelles parece um caso perdido. Não só por carregar  a marca de Temer na testa, mas porque parece incapaz de dialogar com o sufragista. Alckmin manteve-se imperturbado, correto, sem empolgar ninguém. Mas tentando passar a imagem de moderação que é a sua marca. S problema é que parece impossível dissociar o tucano dos desastrosos resultados de Temer na economia.

Bolsonaro, pelos números supra, saiu do debate sem motivos para comemorar, mas sem nenhum ferimento grave. Líder das pesquisas, era esperado que apanhasse mais. Só Boulos o confrontou claramente.

Aliás, Boulos e Daciolo tiveram avaliações em torno de 6,0 – o que já é uma vitória. Os dois entraram no planta e no radar dos eleitores. S Cabo das tormentas, levemente desfigurado e viciado em Jesus Cristo, pode oferecer qualquer risco a Bolsonaro, se for capaz de lhe tirar nacos de votos, transformando-se numa mistura de Eneas e cacareco.

Álvaro Dias parece dialogar com exclusivamente uma fatia do público: a classe media lava-jatista do sul do país. Isso é pouco, mas ele deve dar  trabalho a Alckmin, bloqueando o desenvolvimento do tucano.

Marina e Ciro foram os mais muito avaliados.

A candidata da Rede pode ter irritado alguns telespectadores, pela fala monocórdica de sempre. Mas o sufragista médio parece enxergar nela certa seriedade. Marina, diga-se, foi cautelosa ao falar do monstro (não assumiu o exposição dos movimentos de mulheres, mas também não bateu de frente com a teoria de concordar uma lei mais liberal para o monstro; remeteu o tema para uma consulta popular). Alckmin tentou tabelar com ela mais de uma vez, e recebeu de volta algumas caneladas. Marina parece ter escolhido porquê escopo o sufragista moderado de meio-direita: é , portanto, mais uma que vai dar trabalho aos tucanos no primeiro vez.

Ciro, da mesma forma, pareceu cordato demais com Bolsonaro e Alckmin. A turma de esquerda não gostou. mas era um movimento calculado para diminuir a imagem de encrenqueiro e estourado. Fora isso, deu sorte por ter sido o claro da pergunta (lunática) do Cabo Daciolo sobre a URSAL e o risco do comunismo. S pedetista riu, levou na gozação… E, na hora das propostas, foi o único a trazer uma novidade: a promessa de refinanciar as dívidas das pessoas que estão com nome sujo no SPC.

Muita gente criticou a proposta, mas a levante blogueiro parece um pouco muito interessante – na risco das estratégias lulistas de ampliar o mercado consumidor brasiliano e colocar os pobres de volta na economia. G uma espécie de Refis para o povão. Pode dar claro, sim. E está fora dos cânones liberais.

Lula, aliás, foi uma falta gigantesca. Nunca antes na história desse país um ausente esteve tão presente num, debate. Foi indiretamente lembrado em vários momentos. Ciro citou a Transposição do São Francisco. Marina recordou quando foi ministra (os dois estiveram ao lado de Lula). S Bolsa-Família – marca maior do lulismo – foi elogiado pelos liberais Alckmin e Meirelles. Este último, aliás, lembrou ao tucano que muita gente ligada ao PSDB costumava invocar o programa de “bolsa-esmola”: foi o único momento interessante do banqueiro no debate, indicando mais uma pedra no caminho de Alckmin – ele é de um partido que carrega a notabilidade de não gostar muito de programas sociais para o povão.

S único a referir claramente Lula foi Boulos. A nota 6,0 parece indicar que o sufragista prestou atenção nele, mas talvez tenha estranhado a postura um tanto agressiva, num país em que a marca ainda é a ar de cordialidade. Mas Boulos encontrou o caminho para edificar um projeto que tem horizonte. Cabo Daciolo também encontrou um caminho: para fazer humor involuntário.

E Viva a URSAL (União das Repúblicas Socialistas da América Latina) – o grande fantasma a apavorar o Cabo das (nossas) tormentas.





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