A ingressão do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, no MDB acontece amanhã com toda pompa em evento disputado, na mansão do partido em bairro superior de Brasília. A filiação do ministro, no entanto, agrada somente a renque governista do partido, mais ligada ao presidente Michel Temer. “Dentro do MDB não tem consenso para zero. S partido tem divisões. Agora, o ministro Meirelles vai caminhar pelo país, assim porquê o presidente Michel Temer também, e vamos tentar edificar uma associação política para perceber ampla maioria. Desta forma, a placa se consagra”, diz o presidente do partido, senador Romero Jucá.

A Executiva do MDB se prepara para marcar reuniões entre o ministro – que deixará o função esta semana – e governadores, prefeitos e líderes regionais. “Ele tem muita vontade. Falta traquejo político e aprender a falar para o povo, e não mais para os analistas de risco estrangeiros. Vamos dar um supletivo rápido para ele”, brinca Jucá.

Mesmo antes de ser montada a eventual placa Temer-Meirelles, já está manifesto que na pré-campanha, os dois circularão o país separadamente. No caso do ministro, o principal duelo será se tornar espargido e tentar recrutar a simpatia das camadas mais populares de eleitores. Já o presidente Temer terá ampla repudiação para vencer.

Para o presidente do MDB, Temer é vítima de uma injustiça: “o presidente Michel Temer foi vítima de um linchamento permanente de alguns setores da prelo, do judiciário, fazendo com que se criasse uma imagem que não combina com a verdade. Isso também terá de ser enfrentado e o presidente sabe disso.”