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José Dirceu defende tirar Bolsonaro antes das eleições de 2022


O ex-ministro José Dirceu, um dos pensadores do PT, defendeu em cláusula tirar o presidente Jair Bolsonaro antes das eleições de 2022. Segundo o petista, as oposição não podem esperar até as próximas eleições para remover o mandatário do poder.

Na revelação desta terça-feira (5), Dirceu afirmou que o Brasil nunca teve um “governo criminoso e irresponsável porquê o atual”.

“Bolsonaro e seu grupo não podem e não devem continuar governando o Brasil”, disse.

“Na veras um governo militar, dominador, de extrema-direita, obscurantista e fundamentalista”, disse ele. “E, também, corruptor ao conquistar as instituições —porquê a Polícia Federalista, a Receita Federalista, o Coaf, o Ministério Público— e colocá-las a serviço da impunidade para favor do presidente, sua família e grupo de áulicos, dos policiais e militares agora supra da lei”, disparou o ex-ministro da Morada Social.

“Vivemos à borda de um precipício. Nossa democracia, Estado Pátrio e de Muito-Estar estão em risco de um colapso ou ruptura. Não há mais dúvidas. Bolsonaro e seu grupo não podem e não devem continuar governando o Brasil. Não podemos esperar por 2022 para derrotar leste desgoverno. Nossa tarefa principal, em 2021, é remover Bolsonaro do função de presidente, de forma lícito e constitucional”, acrescentou.

No cláusula publicado no site Poder 360, Dirceu pede ainda a união “de todos os democratas, progressistas, nacionalistas na luta contra Bolsonaro” e a construção de uma “Frente Popular de esquerda para organizar a resistência popular, lutar pela vacinação pública e gratuita, pelo auxílio emergencial, por um projecto de investimentos para fabricar empregos e renda e para disputar as eleições presidenciais em 2022”.

Leia a íntegra do cláusula:

Não podemos esperar até as eleições de 2022

José Dirceu*

Lá se foi 2020 e zero mudou. Ao contrário tudo se agravou. Os desafios do Brasil e de nosso povo ficaram ainda maiores. Tragicamente, não temos nenhum projecto de vacinação e nem porquê enfrentar o agravamento da pandemia. Nunca houve um governo criminoso e irresponsável porquê o atual, na veras um governo militar, dominador, de extrema direita, obscurantista e fundamentalista. Um governo corrupto começando pela família do presidente e, também, corruptor ao conquistar as instituições –porquê a Polícia Federalista, a Receita Federalista, o Coaf, o Ministério Público– e colocá-las a serviço da impunidade para favor do presidente, sua família e grupo de áulicos, dos policiais e militares agora supra da lei.

O governo de Bolsonaro foi ainda além ao estimular o armamento da população e concordar as milícias, ao contrapor-se ao isolamento social e à vacinação universal pública e gratuita. Enfim, uma terreno arrasada onde grassa a violência e a barbárie, que incluem o desprezo pelo meio envolvente, pela cultura e ciência, pela liberdade e democracia. Temos um governo que simplesmente nega o novo mundo que emerge na crise, com alinhamento totalidade aos Estados Unidos de Trump e hostil à China e à União Europeia. Um governo que abandonou o Mercosul e a integração sul americana, nossa originário e necessária coligação geopolítica, solução e saída para o desenvolvimento pátrio.

O ano que não acabou deixa uma legado de estagnação e aumento da pobreza, desemprego e desalento, precarização e sucateamento dos serviços públicos. Só austeridade –menos para as Forcas Armadas e seus oficiais–, privatização, mercado, especulação. Sem prolongamento e com aumento de desemprego, ainda enfrentamos um cenário de juros reais para o consumidor, as famílias e as pequenas e médias empresas, o que, ao lado da estrutura tributária, expropria a renda pátrio e reduz o Brasil a um país de subconsumo, de subida concentração de renda, riqueza e propriedade.

Teto de gastos, regra de ouro, galanteio de salários e gasto (exceção fica por conta das elites militares e do Judiciário) são apresentados porquê solução para um dos maiores países do mundo que só cresceu historicamente quando rompeu com essa ortodoxia e se lançou aos desafios e sonhos visionários de seus líderes com Getúlio, JK e Lula. Nossa história nos ensina que só com o Estado e o investimento público, com distribuição de renda e um projeto pátrio será provável repor ao país e seu povo autoestima, orgulho, crédito e coesão social.

Vivemos à margem de um precipício. Nossa democracia, Estado Pátrio e de Muito Estar estão em risco de um colapso ou ruptura, de serem capturados de novo por uma ditadura depravada e decadente. É hora de dar um basta e fechar o ano de 2020 derrotando de uma vez por todas , antes que seja tarde, a camarilha que assaltou o poder em Brasília.

Não há mais dúvidas. Bolsonaro e seu grupo não podem e não devem continuar governando o Brasil. É preciso impedir a marcha acelerada do governo em direção ao suicídio pátrio.

Não podemos esperar por 2022 para derrotar leste desgoverno. Nossa tarefa principal, em 2021, é remover Bolsonaro do função de presidente, de forma lítico e constitucional, e mobilizar o pais para a vacinação e para um projecto de emergência que evite uma catástrofe social já às nossas portas com o aumento do desemprego, da pobreza, da inflação e término do auxilio emergencial.

De inesperado, devemos barrar todas suas iniciativas no Parlamento e recorrer ao Judiciário para obrigá-lo a vacinar a população e respeitar a Constituição, impedir que continue aparelhando as instituições e que venha a controlar a mesa das duas casas legislativas. Para isso, é necessário unir todos os democratas, progressistas, nacionalistas na luta contra Bolsonaro e constituir, desde já, uma Frente Popular de esquerda para organizar a resistência popular, lutar pela vacinação pública e gratuita, pelo auxílio emergencial, por um projecto de investimentos para gerar empregos e renda e para disputar as eleições presidenciais em 2022.

*José Dirceu de Oliveira e Silva, 74 anos, é jurisperito. Foi deputado estadual e federalista pelo PT e ministro da Morada Social (governo Lula).



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