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Enquanto produção de lixo cresce, coleta seletiva não avança em Minas Gerais


Menos de 30% dos municípios oferecem o serviço no Estado e mesmo naqueles que contam com a atividade, oferta ainda é limitada

Da garrafa de chuva ou refrigerante, a transformação do material em tecido para camisas e calças jeans. Em parquinhos e escolas, pisos de borracha colorida feitos a partir do pneu usado, resultado que demoraria 600 anos para se dissociar. Apesar da relevância para reduzir o volume de lixo, a reciclagem ainda é uma veras distante na maioria das regiões de Minas Gerais – só 1,47% dos resíduos sólidos foram reaproveitados e menos de 30% dos municípios contam com a coleta seletiva, segundo a Secretaria de Estado de Meio Envolvente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Enquanto isso, a quantidade de rejeitos gerados pela população cresceu mais de 18% em nove anos.

VEJA TAMBÉM: Pouco reconhecidos, catadores são fundamentais para o setor de reciclagem

E até nas cidades que contam com o serviço, a oferta ainda é limitada. Moradora do bairro Santa Tereza, na região Leste de Belo Horizonte, a jornalista Caroline de Paula, 36, faz a separação diária dos resíduos. Para facilitar o dia a dia, ela comprou uma lixeira com compartimentos específicos para cada tipo de material: plástico, papel, metal e vidro. “Me assusta a quantidade de lixo que geramos, muitas vezes por conta dos produtos que estão disponíveis nos supermercados. Tenho tentado mudar o que consumo, para ter o mínimo de embalagem, só que tem muita coisa que ainda fico refém”, contou. Mesmo com todo o desvelo, Caroline disse que todo o material vai para a coleta generalidade.

“Toda vez que eu desço e as lixeiras estão limpas, coincide daqueles de reciclagem também estarem vazias. Na minha cabeça, estão misturando todos os lixos e colocando tudo junto na rua”, relatou. Na regional, o único ponto para a destinação de produtos recicláveis fica em uma rua do bairro Horto, a mais de seis quilômetros do prédio em que mora Caroline. “Você está a término de contribuir e não consegue, você se sente naquela situação: será que vou me tornar mais uma pessoa que não separa o lixo? Ainda insisto em fazer, mas é muito difícil nadar contra a maré sozinha, a sensação que eu tenho é essa”, alegou. E não faltam metas para que o poder público invista na expansão da coleta seletiva.

Aprovada há 10 anos, a Política Pátrio de Resíduos Sólidos prevê que o serviço seja oferecido pelos municípios em todos os bairros até 2036. Porém, a implantação caminha a passos lentos e até hoje quase 10% dos resíduos sólidos ainda são encaminhados para os lixões em Minas Gerais, sem nenhum desvelo ambiental. Para o diretor-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), Carlos Silva Fruto, muitas cidades ainda possuem dificuldades financeiras para custear a coleta seletiva. 

“Esse trabalho é um dos pilares para que o aproveitamento de resíduos seja provável, com sua ulterior utilização porquê um recurso, porém é um serviço que ainda tem um dispêndio mais proeminente do que a coleta generalidade e que, para o seu sucesso é fundamental o engajamento e participação ativa da população. Mesmo nos municípios que já implementaram a coleta seletiva, muitas ainda observam uma adesão ainda limitada da população”, enfatizou. Conforme o profissional, o engajamento e participação ativa da sociedade é fundamental para o sucesso da coleta seletiva.

Entre as políticas implementadas para inferir esse objetivo, Carlos Silva explica que as prefeituras poderiam oferecer qualquer tipo de desconto no pagamento das taxas de serviços de limpeza urbana para quem justificar aderir ao sistema de coleta seletiva. “Entendemos ser importante a estruturação de projetos que contribuam para despertar o interesse e tal engajamento”, frisou.

‘Secção para a solução de um problema’

Já o professor do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMG, Raphael Tobias de Vasconcelos Barra, destacou que a coleta seletiva é secção da solução do excesso de resíduos. “A coleta seletiva só apareceu em uma lei pátrio em 2010, que incorporou esse serviço entre as suas diretrizes e não está mais sujeito ao paladar do governante. Mas também não vai resolver tudo, é um dos aspectos que vai ajudar a equacionar esse excesso de materiais descartados todos os dias”, declarou. Só em Minas Gerais, cada pessoa gera pelo menos 330 kg de lixo por ano.

Entre as metas que não foram cumpridas na Política Pátrio de Resíduos Sólidos, está a elaboração de dos planos municipais para a gestão desse serviço, que terminou em 2017. Conforme a Semad, somente 37% dos municípios mineiros contam com o documento, que entre as estratégias, deve traçar políticas para a expansão da reciclagem. “São metas que naquele momento pareciam irreais, e agora está pior ainda, a não ser que comece um movimento vigoroso. E a crise econômica se juntou com a pandemia, o que retirou ainda mais recursos das contas públicas. Aliás, o poder público parece não ter vontade de assumir tarefas que têm obrigação legítimo de fazer”, resumiu. (pode entrar na peça-frase)

Coleta seletiva porta a porta atende exclusivamente 12% da população em BH

Mesmo na cidade mineira que dispõe de mais recursos orçamentários, a coleta seletiva ainda engatinha. Em Belo Horizonte, o serviço porta a porta, em que os materiais recicláveis são recolhidos na rua das residências, atende somente 47 dos 487 bairros, o que corresponde a aproximadamente 12% da população. A Lei de Diretrizes Orçamentárias já trouxe uma meta para a expansão do recolhimento desses resíduos para 80 bairros da cidade até 2016, o que não foi cumprido até hoje.

Outra modalidade disponível é a coleta ponto a ponto, em que são disponibilizadas estruturas para que a população deposite os resíduos. Em toda a cidade, existem 64 locais – em 2018, eram 69. Há dois anos, a prefeitura da capital iniciou a substituição dos Locais de Entrega Voluntária (LEVs), que são contêineres abertos em praças e ruas, para os Pontos Verdes, considerados mais modernos e com coleta mecanizada – os produtos só podem ser retirados pelo caminhão. 

Para o professor Raphael Barra, a capital já foi considerada referência pátrio na política de coleta seletiva, iniciada ainda na dez de 1990, mas ficou para trás. “A prefeitura fala que tem o serviço em todas as regionais, mas será que atende a cidade porquê um todo? Já garanto que não está funcionando recta. Deveria informar melhor as pessoas, ter mais locais equivalentes ao Ponto Verdejante. E não é só ter, mas também usar muito”, pontuou. 

E diante do pouco progressão do setor, o índice de resíduos reciclados na cidade só caiu nos últimos nove anos. Em 2012, 1,2% das 664,5 toneladas de resíduos gerados na cidade foram encaminhados para associações e cooperativas de catadores de recicláveis. Até agosto deste ano, o índice ficou em 0,86% das 407.000 toneladas de materiais. A encarregado do Departamento de Políticas Sociais e Mobilização da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), Ana Paula Assunção, lembrou que o número representa exclusivamente o que foi retraído pela coleta seletiva e não contabiliza o impacto gerado por catadores autônomos e empresas de reciclagem.

“São vários fatores que explicam essa queda. O mais recente e que ocasionou um impacto significativo foi a pandemia, já que tivemos inclusive a paralisação na maior secção do ano pretérito do serviço de coleta seletiva até que fosse feito um novo protocolo de segurança. Aliás, temos um problema de depredação e vandalismo das estruturas ponto a ponto, sendo que muitas vezes acaba precisando desativar o lugar”, enfatizou. A dirigente alegou ainda que o número de pessoas que retiram os materiais recicláveis dos resíduos sólidos nas ruas cresceu consideravelmente. “Tem pessoas em coche pessoal, carrinhos de tração humana. Na cidade porquê um todo, temos observado esse aumento da catação avulsa”.

A dirigente da SLU pontuou ainda que a coleta seletiva porta a porta será ampliada neste ano para mais cinco bairros e voltou a enfatizar que toda a cidade é atendida por conta dos Pontos Verdes e LEVs. Mas há regionais que contam com pouca oferta. É o caso da Noroeste, com quase 270.000 habitantes e exclusivamente um lugar para a destinação do material reciclável. “O padrão permite que a pessoa se desloque de um bairro para o outro para fazer a destinação do resíduo, mas é evidente que vamos trabalhar para ampliação dos dois sistemas. Temos feito pesquisas nos Pontos Verdes, principalmente, e grande das pessoas que utiliza esse serviço se desloca de carruagem, acaba tendo uma quesito de fazer esse deslocamento um pouco maior”, justificou.

Na região metropolitana de Belo Horizonte, a situação é diversa. Enquanto Narração conta a coleta seletiva porta a porta para 30% dos moradores e prevê levar a atividade para toda até 2036, Santa Luzia ainda não tem o serviço. Em Ribeirão das Neves, o recolhimento acontece somente em prédios públicos e escolas. Já no município de Novidade Lima, 31 dos 159 bairros têm coleta e em Sabará murado de 2% dos resíduos sólidos são reciclados.

Condomínios fazem parceria com ONG para recolhimento dos recicláveis

Para contribuir com a redução dos resíduos gerados, o presidente do Sindicato dos Condomínios Comerciais, Residenciais e Mistos de Minas Gerais, Carlos Eduardo Alves de Queiroz, disse que a entidade fez uma parceria com a ONG Inove para recolhimento dos materiais recicláveis nos edifícios. “O que o condomínio tiver, essa entidade procura. Garrafas, latinhas, móveis e até computador e televisão podem ser levados para a reciclagem. Muitos locais aderiram, mas temos feito uma divulgação para aumentar ainda mais o número”, declarou.

O presidente destacou que a coleta seletiva tem melhorado nas cidades que contam com o serviço, mas de forma muito lenta. “Falta também uma conscientização das pessoas em separar o lixo orgânico do reciclável. E muitas vezes, mesmo fazendo isso, o caminhão acaba passando e levando tudo junto”, finalizou.

 





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