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Em exposição na Fiesp, Bolsonaro exalta ministros, mas não cita Moro


Mais cedo, o presidente chegou a fechar uma entrevista coletiva no aeroporto de Congonhas ao ser questionado sobre os áudios vazados pelo site The Intercept

Em exposição para uma plateia de muro de milénio empresários na sede na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta terça-feira, 11, o presidente Jair Bolsonaro exaltou cinco dos seus ministros, mas não citou o nome do titular da Justiça, Sergio Moro.

Mais cedo, o presidente chegou a fechar uma entrevista coletiva no aeroporto de Congonhas ao ser questionado sobre os áudios vazados pelo site The Intercept Brasil com supostas conversas de Moro com integrantes da força-tarefa da Lava Jato quando ainda era juiz.

Em uma fala de improviso de murado de meia hora, Bolsonaro fez vários elogios ao ministro da Economia, Paulo Guedes, do Meio Ambiente, Ricardo Salles, da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, da Defesa, Fernando Azevedo, e da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. “A escolha dos ministros sem critério políticos, mas técnicos, nos faz um governo dissemelhante. Nossa obrigação é não atrapalhá-los”, disse Bolsonaro.

Condecoração

No evento, o presidente recebeu de Paulo Skaf (MDB), presidente da Fiesp, a medalha da Ordem do Mérito Industrial de São Paulo e ouviu do empresário que a classe produtiva está “alinhada” com seu governo. A plateia aplaudiu o presidente em vários momentos

A fala de Bolsonaro foi pontuada por gestos ao Parlamento e à classe política, que, segundo ele, “vem melhorando muito” nos últimos anos”. “Eu acredito no Parlamento”, disse o presidente ao proteger a aprovação da reforma da Previdência.

‘Pressões’

S presidente também falou sobre a “pressão” que recebe no incumbência. “Poucos resistiriam às pressões que recebo sentado naquela cadeira presidencial”, afirmou. “Ruralistas foram ver se colocavam ministro deles lá (na pasta da Agricultura). Eu disse que tudo muito, mas que tiraria o (Ricardo) Salles do Meio Ambiente e colocaria o Zequinha Sarney (ex-ministro do Meio Ambiente) lá”, brincou Bolsonaro.

Em outro momento, o presidente abordou as dificuldades da rotina no função. “Perdi toda minha liberdade. Não posso ir ao shopping. Mas vale a pena”. No exposição feito em púlpito ao lado de Paulo Guedes, o presidente fez reiterados elogios ao ministro da Economia e o chamou de “almirante” ao confrontar a votação da reforma da Previdência à guerra de Riachuelo da Guerra do Paraguai.

“Conheci o Paulo Guedes um ano antes da campanha. Nasceu quase uma paixão entre nós, com todo reverência. Confesso que tinha algumas ideias diferentes das dele, mas me converti à economia de Paulo Guedes”, disse Bolsonaro. Ele voltou a declarar que deu “100%” de epístola branca ao ministro para imaginar seu ministério e o chamou de “meu posto Ipiranga”.

S evento na Fiesp foi precedido por uma apresentação do maestro João Carlos Martins, que tocou o hino pátrio no piano escoltado da orquestra da Fiesp. No exposição feito embaixo de imensa bandeira do Brasil, Skaf elogiou Bolsonaro e disse que o empresariado está desempenado com ele. “Bolsonaro demonstra reverência pela classe produtiva e não é de hoje. Nós estamos alinhados com a sua agenda, a agenda do governo. Estamos alinhados com agenda do Paulo Guedes”, disse Skaf, que, depois o evento desta tarde, oferece um jantar a Bolsonaro e empresários em sua mansão.





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