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Brasil e Paraguai assinam concórdia automotivo


Junto ao açúcar, os dois setores são os únicos que não fazem secção do Mercosul

O governo anunciou nesta terça-feira (11) a assinatura de um concórdia automotivo com o Paraguai. A epílogo das negociações com o país vizinho é passo importante para incluir no contexto do Mercosul uma das únicas cadeias que atualmente estão fora do regime peculiar – a outra exceção é o açúcar.

Porquê o Brasil tem tratados bilaterais semelhantes com a Argentina e o Uruguai, negociadores brasileiros pretendem agora correr as conversas para harmonizar os diferentes acordos e finalmente inserir o setor nas normas da união aduaneira.

A assinatura do contrato com os paraguaios foi informada em nota do Ministério das Relações Exteriores.

Pelas regras acertadas, o Brasil abrirá seu mercado imediatamente para os produtos automotivos do Paraguai.

A preâmbulo do mercado paraguaio para produtos do Brasil terá regras diferentes. Bens que hoje estão sujeitos a uma taxa de até 2% terão suas barreiras derrubadas, enquanto que para os demais haverá margens de preferência tarifária crescente até o final de 2022, quando haverá a liberalização totalidade.

O Brasil também concedeu um prazo de transição para a ingressão de autopeças paraguaias feitas sob o regime de maquila – um enquadramento fiscal diferenciado guardado às indústrias daquele país por Assunção.

Elas terão livre aproximação ao mercado brasílico até o término de 2023, desde que cumpram com determinadas regras de origem. A partir de 2024, as autopeças de maquila terão entrada ao mercado pátrio, mas estarão sujeitas a cotas.

O Brasil não conseguiu um compromisso inopino do Paraguai de proibir a importação de carros usados.

Esse era um dos maiores pleitos do país, mas o tema é sensível em Assunção porque boa secção da frota paraguaia é composta por veículos usados que foram comprados de outros países.

Pelo convénio assinado nesta terça-feira, o Paraguai aceitou tratar sobre restrições a essa política durante as negociações com todos os sócios do Mercosul para incluir o setor na união aduaneira.

Os paraguaios também disseram que o ponto será abordado em normas internas ambientais e de saúde pública.

De entendimento com o Itamaraty, a fluente de negócio de produtos automotivos entre Brasil e Paraguai somou, em 2019, US$ 650 milhões (com superávit de US$ 180 milhões para o Brasil).

Para Assunção, o concórdia automotivo é importante para solidar a venda de autopeças para serem montadas no pólo industrial brasílico.

Do lado brasílico, interessa a liberalização do negócio para facilitar a ingressão de carros nacionais no mercado do país vizinho.





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